Nas encruzilhadas desta vida,
Muitas vezes paramos,
Confusos a indagar,
Qual o caminho mais certo,
Qual atitude por certo,
Mais nobre devemos tomar,
Se a solidão, ciúme, despeito,
Se abrigam em nosso peito,
A quem podemos falar,
Das nossas profundas mágoas,
Que se espelham nas águas,
Que brotam do coração?
Nesta grande incerteza,
Pleno de dor e tristeza,
Vencido, de ânimo quebrado,
Perdido o afã mais sagrado,
Estou a rolar pelo chão.
Então de joelhos postado,
Ergo os olhos angustiado,
Buscando consolação.
Não vendo motivo de luta,
No negro porvir que assusta,
Eu quero tentar, pois não custa,
Recompor-me, serenar.
E na bondade Divina,
Que a alma humana ilumina,
Que toda procela acalma,
Que traz esperança e calma,
A quem sabe com fé esperar,
Entregar-me conformado,
Pois só me resta, desolado,
Em Deus, confiar e orar.
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