domingo, 11 de outubro de 2009

P A Z

Quem não deseja ter no coração,
O sentimento de paz e de conforto,
Ser como o náuta em seguro porto,
Que o barco atraca sem perturbação?


Quem não deseja calma e alegria,
Viver tranquilo sem a correria,
Em seu recanto flóreo meditar,
Em mar de rosas a vida levar?


Se queres a bonança em teu caminho,
Tenha cuidado em dar o teu carinho,
A quem comungue com o teu pensar.


Porque amor nem sempre é sentimento,
De alegre paz, as vezes é tormento,
É dor que faz o coração sangrar.

ACORDO BRASIL-VATICANO

Se o Brasil é realmente laico, por que a qualquer pretexto nossas dignas autoridades, solícitas e subservientes, mandam celebrar missas e ofícios religiosos e, pasmem ministrados por um representante de um estado estrangeiro?


Sim, pois padres, arcebispos, cardeais e núncios apostólicos são representantes e dignitários do vaticano, um estado estrangeiro, o que por si só justificaria um tratamento igualitário, com os direitos, obrigações e restrições concedido aos demais estrangeiros dentro do território brasileiro.


Não sou contra a existência das religiões, mas a favor da igualdade de oportunidades entre todas. Se se efetua um culto pretensamente ecumênico, poderemos observar que o papel principal é conferido a um sacerdote da igreja romana, coadjuvado por um pastor de alguma igreja reformada tradicional, à custa do erário público, e nada mais.


Se o culto é ecumênico pressupõe a presença de padres, pastores, espíritas, umbandistas, budistas e até mesmo fetichistas e quimbandistas, pois desde que haja cidadão brasileiro seguidor de qualquer crença, ele tem o direito de ser representado por um sacerdote de sua religião, sob pena do ato ser considerado preconceituoso e, por conseguinte crime previsto na nossa constituição.
Em minha opinião, que julgo seja a da maioria da população esclarecida de nosso país, laicidade e cerimônias religiosas são incompatíveis, e não deveriam acontecer.



Mas se insistem em fazê-las, então o correto seria que todas as correntes religiosas estivessem presentes, e obviamente também haveria um representante devidamente qualificado dos ateus, dos maçons, dos rosacruzes e até mesmo dos satanistas.


Ah, e não podemos nos esquecer da pitoresca figura do INRI Cristo, e de suas adoráveis seguidoras não é mesmo?


Entretanto nossos governantes que deveriam ter o bom senso e a compostura de se desvincularem das religiões durante o período em que exercem cargos publicos, parecem se esquecer de que representam todas as correntes e nenhuma pode ser privilegiada, em detrimento das demais.


E olhe que este deslize inconstitucional, não ocorre somente no âmbito do executivo, mas também no legislativo e no judiciário.Lamentável, tristemente lamentável.
Quanto a direitos especiais, a Igreja Romana não tem do que reclamar, pois desde o descobrimento de nosso País, ela tem usufruído de privilégios e benefícios normalmente negados às demais.



Alguém já viu uma escola religiosa católica gratuita ou que cobre mensalidades acessíveis às camadas sociais carentes?


Nas décadas de 50 e 60 fui aluno de colégio salesiano e ali havia duas categorias distintas: a dos alunos pagantes e a dos aprendizes.


Os primeiros dispunham de atenção e privilégios, os segundos se estudavam, também aprendiam um ofício, mas trabalhavam nas oficinas da escola e o produto de seu trabalho era vendido e revertia em favor do estabelecimento.


Não davam lucro, por este motivo tal categoria foi extinta, bem como o internato, pois os dormitórios e oficinas convertidos em salas de aula rendiam muitíssimo mais.


Em minha cidade, Cuiabá-MT, o patrimônio da igreja compreende terrenos enormes a ela doados na área central urbana e onde se encontram os maiores estabelecimentos de ensino secundário e o palácio do arcebispo.


E as igrejas são mantidas, conservadas e restauradas pelo poder público sob a inconsistente alegação de patrimônio cultural ou algo que o valha.


Entretanto, em última análise ela ainda é mais útil e produtiva dos que as igrejas e seitas evangélicas que enxameiam como pragas com seus templos gigantescos e sua monumental ganância no saque a seus adeptos.


Entretanto nada justifica benesses a nenhuma delas, pois num estado laico os recursos devem ser direcionados exclusivamente ao atendimento das áreas sociais, mormente educação, saúde e segurança.


Nelas reina o caos, pois os professores são muito mal pagos e os prédios escolares sujos e estragados.


Na saúde é um Deus nos acuda, seus profissionais são poucos e mal remunerados , os hospitais, os postos e as policlínicas estão sucateados e faltam desde aparelhos até medicamentos, enquanto o povo que deles depende, amarga filas monstruosas na espera de um atendimento, e as vezes morre antes de ser atendido.


Recentemente, ante o descaso do Poder público Municipal, a maioria dos médicos que atendiam no Pronto Socorro de Cuiabá e nos Postos de saúde, simplesmente cansados de seus baixos salários e das péssimas condições de trabalho, estão se demitindo em massa.


Quanto a segurança todos sabem perfeitamente o descalabro que se abateu sobre a sociedade onde leis foram feitas para a proteção e amparo de delinqüentes, ao arrepio da vontade popular e sem que a mesma fosse consultada.


O salário mínimo percebido pela maioria dos trabalhadores é inconstitucional, pois mal e porcamente possibilita a sobrevivência das famílias que dele dependem.


E aí sob os bastidores, acólitos de uma potência multinacional querem lhe perpetuar e acrescentar benefícios que, nem mesmo às nacionais deveriam ser proporcionados, vez que o estado é laico.


Aliás, péssimo exemplo nos é dado pelos legisladores que vergonhosamente pouco produzem e excessivamente gastam, e cujo espírito corporativo impede a punição dos infratores e , que se autoconcedem privilégios a que o povo nunca fará jus, como salários altíssimos e ajudas de toda espécie.


No senado até plano de saúde vitalício familiar se arrogaram.


Não que corruptos e incapazes sejam todos, há raras e honrosas exceções a exemplo dos íntegros senadores Magno Malta, Pedro Simon, Cristovão Buarque e outros, que realmente laboram, mas são poucos e o Brasil seria muito beneficiado se fosse adotado o sistema unicameral e, a diferença orçamentária oriunda do legislativo, juntamente com o destinado às igrejas fossem encaminhados ao INSS à benefício dos nossos aposentados.


Isto sim seria o desejável e, por ele devemos lutar e mobilizar a opinião do nosso povo, tão sofrido, e escorchado por altos impostos, taxas e tributos e detentor da mais perversa distribuição de renda do planeta, como apregoa um conhecido político em sua propaganda eleitoral.


sábado, 10 de outubro de 2009

VERSOS ESPARSOS

Olhas lá fora e dizes:
Amanhece a chover.
Não amada, não é chuva,
São as águas do meus olhos,
Que estão por ti a correr.


X-X-X


Elegância, beleza, simplicidade,
São os atributos teus,
Mais perfeitos em verdade,
Somente os anjos de Deus


x-x-x


A rosa cativa que levas,
Em tuas mãos ao desfilar,
Morre de inveja do brilho
Que existe em teu olhar.


x-x-x


Nos meandros desta vida,
Em verdade é frequente,
A gente gostar demais,
De quem não gosta da gente.

AINDA O SENADO

Oceano de irregularidades e falcatruas, nosso Senado Federal, tem sido o principal alvo de nossos idôneos jornalistas. Também pudera, jamais tanto se fez em demérito da pátria, quanto vemos no Senado. Vozes já clamam nos quatro cantos da nação pedindo sua sumária extinção, e a exceção de poucos e corajosos homens de bem, o restante efetivamente, nada produz de útil, e sua principal preocupação, além dos gastos estratosféricos é tentar justificar sua utilidade.

A bem da verdade, a renca de escândalos, o corporativismo, e o nepotismo descaradamente efetuado ao arrepio da lei, são a marca registrada da índole dos antigos coronéis, que simplesmente transferiram para a instituição o seu "modus vivendi".

Não se passa um dia, sem que novas irregularidades venham à luz.

Não que o brasileiro saiba votar, o que é bem duvidoso.

Votam os esclarecidos nem sempre nos mais capacitados, mas consoante sua inclinação política, votam ao sabor da loquacidade de alguns ou da beleza de outros, votam por indicação e até mesmo pelo espírito de contradição.

Votam os ignorantes incultos e os pseudo alfabetizados, votam os viventes e votam os finados dentro dos feudos eleitorais do coronelismo, que alguns desinformados achavam não mais existir nestas plagas guaranis.

E nossos augustos deputados federais não deixam por menos. Lá em Brasília, o colunista da UOL Fernando Rodrigues(http://noticias.uol.com.br/escandalos-congresso/) menciona somente no ano de 2009 mais de 80 casos de desvios de conduta, entre a Câmara e o Senado, alguns de extrema gravidade, outros nem tanto se considerarmos não ser delito a malversação de dinheiro público, num país onde o salário mínimo não dá condições de vida à grande maioria do povo, onde segurança é piada e a saúde anda às moscas.

Vivemos numa situação esdrúxula, os produtos brasileiros no exterior custam quase a metade do que pagamos no Brasil, nosso custo de vida é altíssimo, os impostos exorbitantes, para que os poderes constituídos da República drenem numa orgia desenfreada, e cada vez mais, os recursos que deveriam se destinar à melhoria de vida do povo, à remuneração condigna dos trabalhadores à saúde e à segurança , conforme reza nossa constituição.

Ganha-se no legislativo e no Judiciário salários altíssimos que acrescidos de bônus, de ajudas de custo, de verbas nominadas e não nominadas, constituem um desrespeito ao minguado salário do trabalhador e especialmente do aposentado, aquele cujo labor profícuo durante décadas contribuiu para a grandeza da pátria, e vê no final da vida seus parcos ganhos diminuírem ano a ano.

Argumenta-se em sua defesa que votam excelentes projetos, que a eles competem votar o orçamento e a declaração de estado de beligerância...e etc e tal.. mas o que vemos é uma situação caótica onde ninguém se entende e onde governistas e oposição se digladiam Por cargos e vantagens, forçando o executivo a legislar por meio de medidas provisórias.

E sempre prejudiciais aos interesses do povo.

Nesse contexto, até o Banco Central legisla, ou você não é explorado no banco onde tem conta? Lembro-me de que nas décadas passadas os bancos disputavam os depósitos dos clientes, e semestralmente nos pagavam juros sobre o saldo médio de nossos depósitos.

Não havia taxa de manutenção nem cobravam sobre a emissão de talões de cheques.

Afinal eles trabalhavam com nosso dinheiro emprestando-o a juros altos, como fazem até hoje, e a única diferença é que parece que nos fazem um favor usando nosso dinheiro e nos cobrando por isso.

Mas, voltando ao nosso Legislativo, excessivamente subserviente ao executivo, vota, vota sim, mas projetos de lei, que freqüentemente nos envergonham e desapontam.

Nossas leis são tíbias e parecem feitas para a proteção de marginais em detrimento do cidadão honesto.

As punições que deveriam ser exemplares são leves, e diminuídas por uma série de benefícios, gerando uma sensação de impunidade, pois bandidos, que hoje se tornaram reeducandos, mesmo tendo praticado crimes hediondos, tem mais regalias e proteção do que os homens de bem que lutam para sustentar sua família a duras penas.

Mas se há divergência políticas e pessoais no legislativo, elas desaparecem quando se trata de aumentar o próprio salário.
O dos outros que se danem, principalmente o dos aposentados, cujo argumento principal é de que quebraria a previdência social. Ora, se levarmos em conta que salários mais altos gerarão mais consumo, e mais consumo gerará mais produção, e que conjugados gerarão mais empreendimentos e conseqüentemente mais empregos, com maior arrecadação de impostos e contribuições a previdência, então se torna patente o desinteresse na melhoria de vida do trabalhador.

Ora,´o trabalhador bem remunerado tem mais condições de se educar e de educar seus filhos tornando-se eleitores conscientes. Parece residir nessa tese o terror de nossos representantes.

E é disso que precisamos para dar através do voto, um basta a essa situação calamitosa de desgoverno porque passa nosso País.

Bem, mas e o Senado, será que faria falta?