Oh solidão, oh medo do abandono,
Que um dia nesta vida possa ter.
Serei igual a triste cão sem dono,
Se por qualquer motivo te perder.
Mas como te perder se não mais tenho,
No aconchego do teu seio, o carinho,
O riso alegre e, na lembrança ainda retenho,
Teu jeito meigo a falar mansinho.
Inutilmente busco-te a presença amada,
Em cada canto deste lar que foi morada,
De muito amor, de muita paz e de carinho,
E onde felizes construimos nosso ninho.
Então uma tristeza enorme me invade,
Ao ver o nosso leito tão vazio,
Debalde chamo, grito e, morto de saudade,
Eu sinto n'alma um aguilhão tão frio.
Ah solidão, solidão que aos poucos apavora,
Est'alma combalida pela dor, que agora,
Pranteia imersa em aflição.
Se tu voltgasses eu me alegraria,
Pois teu amor é paz, é luz e a solidão iria,
Para bem longe do meu coração.
Seus versos tocam a alma. Quanta riqueza gramatical, quanta emocao e sentimento puro de amor, respeito e cumplicidade! Acho q nunca li um poema tao emocionante! Parabens pelo dom!! Me emocionei muito com esse . Virei sua fã!
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