Senhor, tu que és poder infinito,
Tem piedade deste coração aflito,
Que sofre atróz desilusão.
Que ao buscar o amor tem encontrado,
Somente espinhos e, que torturado,
Fenece aos poucos sem consolação.
Tu que conheces os nossos caminhos,
Que nos amparas quando em descaminhos,
Nos enredamos em feros espinhais,
Tem dó Senhor, da dor e sofrimento,
Dest'alma rejeitada, que neste momento,
Estremecida, chora por demais.
Senhor, aos teus pés eu peço ajoelhado,
Tira do meu coração este pesado fardo,
Não me deixes padecer assim.
Que ela volte, ou que eu a esqueça,
Que tenha o seu amor, ou que eu pereça,
Mas tem Senhor, tem pena de mim.
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