quinta-feira, 3 de setembro de 2015

SILÊNCIO

Por que estou envolto em silêncio,
Este silêncio atroz que me sufoca?
Se ando segue a frente o teu silêncio,
Se paro, este silêncio  me afoga.


Se olho para o céu, vejo silêncio,
Se olho para baixo, a terra dura.
Se clamo só responde o teu silêncio,
Se calo, a alma geme em desventura.


Como romper este silêncio que tortura,
Que oprime, que afoga, que amargura,
Que enche o peito de desilusão?


Se tu quebrasses do silêncio a armadura,
Somente um gesto, uma palavra, e a ventura,
Transbordaria de amor meu coração.


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