sábado, 25 de julho de 2009

MINHAS CONVICÇÕES

.
Casualmente acessei o blog da UNA e tomei conhecimento de que era um site ateu, e que portanto negava peremptoriamente a existência de Deus. Estabeleci contacto para melhor conhecer suas idéias, e de nada adiantou alegar que a hipótese da existência de Deus também deveria ser considerada, e como nossos posicionamentos continuaram antagônicos, resolvi expor aqui meus pontos de vista, para que minhas convicções sejam conhecidas de todos quantos acessarem este blog.
Ao longo da minha vida (66 anos), sempre busquei o conhecimento tanto através dos livros quanto a frequencia aos templos onde se propalava serem o único e verdadeiro caminho da salvação.
Nasci em família católica, porém meus avós paternos eram maronitas e os maternos ortodoxos, e permaneci católico até os quarenta anos de idade. Nessa época era frequentador de missas e cerimônias, e foi quando comecei a ler a bíblia por recomendação de Frei Quirino da paróquia N. S. da Boa Morte. Como consequência passei a pensar. Não dizem ” conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” ?
Pois é, se antes eu considerava o livro como sagrado e de origem divina, passei a ter uma idéia diferente, pois ao lê-lo como leria qualquer outro livro, comecei a ver tanta contradiçao, tantos absurdos, tanta maldade, que sinceramente o primeiro impulso foi a sua completa rejeição.
Entretanto, tirando o seu caráter divino, resta-nos um livro de valor histórico, nem sempre fiel, mas que retrata em épocas diversas, civilizações passadas com suas culturas, hábitos e costumes.
Nas minhas pesquisas iavé, imprevisivel, egoista e neurótico era o deus cananeu da guerra, e isso se traduzia em sede de sangue e massacres contínuos, incompatibilizando-o de ser o Deus de Amor Bondade e misericórdia tão propalado pelas religiões que se fundamentam no referido livro.
Talvez essa ênfase seja uma tentativa de mostrar que aquele povo que se dizia escolhido, que tinha um único e verdadeiro deus, que pretendia ser o centro do mundo, vencedor de todas as batalhas contra todos os outros povos, era o escolhido de iavé para governar o planeta, centro do universo e escabelo desse deus.
Baldado intento, já que pesquisas históricas nos mostraram que a palestina daquele tempo nada mais era do que uma região habitada por povos pastoris incultos ignorantes e atrazados, e sua importância era insignificante no contexto das nações poderosas daquele tempo.

Na verdade constituia um estado tampão, uma terra de ninguém a separar as potencias guerreiras da época. Era atravessada ao bel prazer de egípcios, babilônios e hititas para se digladiarem.
Então o pouco que sobra da biblia tirando sua historicidade é o fato de que Jesus um insurgente palestino tenha inaugurado uma nova era para a humanidade, ao declarar que o verdadeiro deus, era diferente, e que o amor era o sentimento que deveria prevalecer no coração do homem. Que todos os homens são irmãos e que ninguem jamais havia visto a Deus, o que nos leva a crer que ele não é uma pessoa, mas uma energia criativa, poderosa e que ainda não temos condições de compreender.

Busquei outras religiões, seitas, fui esóterico, maçom e rosacruz.

Se tiver de escolher uma religião, serei espírita, pois foi a mais coerente com os ensinos de Jesus, totalmente embasada em seus evangelhos, muito embora tenham sido ao longo dos tempos modificados e distorcidos, e junto aos demais livros que compõe a biblia, são atualmente usados indiscriminadamente pelas religiões que se dizem cristãs para se enriquecerem a custa de seus adeptos, esquecidos de que a própria biblia nos indica o caminho correto. Ao ser indagado sobre qual religião era verdadeira, já naquela época o apóstolo Tiago disse:
A religião pura e imaculada para com Deus nosso Senhor é: socorrer os orfãos e as viúvas nas suas tribulações e abster-se de iniquidades. Por este motivo não frequento igrejas, mas cultivo no coração o sentimento do amor e procuro sempre que possível ser útil, fraterno e compreensível para com meu próximo, pois creio firmemente na existência dessa Força Poderosa que tudo criou, e sustenta com inimaginável perfeição, e que por falta de conhecimento denomino simplesmente Deus.
Creio na evolução das espécies e na reencarnação onde progredimos em espírito, e que a vida existe tanto neste planeta minúsculo onde moramos até os confins do universo nos seus incontilhões de galáxias, testemunhas mudas desse poder e que nas noites estreladas contemplamos extasiados.
Minha convicção é baseada no pressuposto de que o nada nada pode produzir, e se algo existe é por que alguem o produziu, e com tamanha perfeição, que não conseguimos entender o como e nem o porque e, nem as leis que regem o funcionamento quer da vida quer da matéria. Simplesmente não atinamos com o próposito da criação, não compreendemos a mecânica que rege o comportamento dos átomos e dos astros. Em suma quanto mais se avança em ciência e tecnologia, mais nos maravilhamos com as leis que regem o universo, e mais nos concientizamos que apenas arranhamos o limiar do conhecimento. Que um mundo infito do saber, ainda se encontra fora de nosso alcance.
Por tudo isso, impossível negar que todas estas maravilhas tenham sido obra de uma Força Divina, qualquer que seja sua denominação, e atribui-la simplesmente ao acaso, como querem os ateus.

terça-feira, 21 de julho de 2009

AO ANOITECER

Eis que nos chega a hora do repouso. E nesse abençoado instante em que a cabeça se inclina ao traveseiro, e a alma ascende aos páramos celestiais, nos encontramos a mercê do Senhor.
Que em sua infinita misericórdia, Ele nos estenda a mão, trazendo-nos paz, saúde, entendimento e serenidade, para que aceitemos sua soberana vontade, quando Pai Amoroso, não nos atende nas solicitações absurdas, mas somente naquelas necessárias ao nosso burilamento moral e progresso espiritual.

MARIA, MÃE DE JESUS

Desde pequenino, sempre tive uma queda especial pela Mãe de Jesus. Ensinaram-me que Ela também era nossa mãe, pois que tinha nos adotado aos pés da cruz. E assim a tardezinha ao findar do dia, quando os sinos das igrejas badalavam a hora do ângelus, parecia que um clima especial nos envolvia, e nos tornava cabisbaixos, ternos e meditativos. Então a gente dobrava os joelhos e cheios de unção, orávamos a Ave-Maria. Era um momento mágico, cuja lembrança sempre nos acompanhou pela vida afora, fazendo de nosso coração um pequeno santuário daquela a quem nos acostumamos recorrer, sobretudo nos momentos mais críticos de nossa jornada terrena. E a Ela, nossa Mãe Celestial dedico este simples poema, que intitulo:


PRECE À MARIA

A tarde que chega, suave, tristonha,
Mergulha noss'alma em doce langor.
Badalam os sinos um canto plangente,
Qual doce convite de orar ao Senhor.


Nest'hora serena, despido de pompas,
Suado, cansado das lides do dia,
Vergando os joelhos me entrego contente,
Rogando-te graças, Oh Virgem Maria.


Oh Mãe de bondade, Senhora clemente,
Que nos acolhestes por filhos amados,
Ouvi os lamentos dos que certamente,
A prantos e dores estão relegados.


Maria, Oh Senhora, sublime, ditosa,
Pois fostes na vida um anjo de Luz,
Dos céus e da terra, oh Mãe Generosa,
Conduze-nos todos aos pés de Jesus.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eis-me de volta ao meu pequeno espaço literário. Desta vez não a cantar o amor humano, nem a beleza da natureza, nem a falar da alma humana, de suas esperanças,de seus sucessos e de seus fracassos. Não. Hoje eu convido a todos, amigos e parentes, que costumeiramente leem meus modestos trabalhos, para genuflexos elevarmos, em forma de poema, ao SENHOR DOS MUNDOS, a nossa:

O R A Ç Ã O
Senhor, tu que és poder infinito,
Ouve Senhor o clamoroso grito,
Dos teus filhos, que na terra degredados,
São míseros cativos, deserdados
Nas enxovias, onde impera o sofrimento,
A fome, o abandono e os tormentos
Que dilaceram os corações.
Nas dores que destroem corpo e alma,
Somente teu poder ampara e acalma,
Eleva e conduz ao porto da bonança,
A humanidade, que com fé e esperança
De joelhos busca amparo e proteção.
Dai-nos Senhor, agora e eternamente,
Tua presença de amor luminescente.
Pai Amoroso, de bondade e de Luz,
Que a todos consolais tão docemente,
Permita que possamos humildemente,
Sermos na terra, Servos de Jesus

quarta-feira, 15 de julho de 2009

TRISTE DESTINO


Meu Deus, meu Deus, onde estou, me entristece,

Este lugar terrível em que a angústia cresce.

Por certo não é o céu, não vejo criaturas,

De trajes rutilantes, só prantos e amarguras.

Passam por mim espectros rotos, esfarrapados,

Sujos, disformes, famélicos, de olhos esgazeados.

Vagando sem destino nestas terras calcinadas,

Na tenebrosa dor das almas condenadas.

Brota do chão um fogo que causa ardência,

E fede mais que pútrida flatulência.

Eu sei que já morri, abala o meu juízo,

Não haver para os gays um belo paraíso,

Cheio de entendidos, de cornos e de putada,

Cheio de travestis e de toda a viadada.

Onde estou? Que horror, ninguém responde.

Ai! Quem me espeta o garfo no traseiro?

- Eu, Sodomeu, e vou assá-lo no braseiro.

Tostando devagarinho seria um prazer imenso,

Mas infelizmente ao contrário do que penso,

Vem do Alto a ordem que anula meu desejo,

A conceder-lhe o generoso e imerecido ensejo,

Da vida malsã e pecadora se arrepender.

E quem sabe, talvez um dia, qualquer dia,

Você possa, cheio de paz e alegria,

Remido pela benção do amor, na terra renascer.

Diz um rubro diabinho a sorrir todo feliz.

Não, não, por piedade me esclarece o que eu fiz?

- Ah, não sabe? Então escuta: o sodomita,

Mesmo que a lei humana permita,

Debocha das Leis de Deus, de tal sorte,

Que despenca no inferno logo depois da morte.

Não, eu tive boa fé, na terra fui iludido,

Havia leis protegendo e nada foi proibido.

Se errei, peço perdão, pois jamais pude entender,,

Que família é dom divino, é abrigo e bem querer,

Onde homem e mulher a viver em harmonia,

Criarão todos seus filhos com amor e alegria.

Mas, eu fiz do amor pecado toda minha preferência,

Que agora é tormento para minha consciência.

Ao me ver todos diziam: que prendado e belo moço,

Um escritor de talento, e das moças o alvoroço,

Mas se a vida transcorria em tranqüilo otimismo

Como pude despencar bem no fundo deste abismo?

Como pude ignorar que a sábia Lei Divina,

O homossexualismo humano , condena e abomina?

E a cada homenagem que me prestam lá na terra,

A lembrança me aflige e o remorso me aterra.

Transgressores como fui, não terão mais piedade,

E viverão em pranto e dor, pela longa eternidade....

Faz-se silêncio no Templo, o médium desincorpora

E pede a Deus que proteja este irmão, que agora,

arrependido, vem buscar dos homens a oração.

Para novo recomeço, sob as bençãos do Senhor,

que abomina o pecado, mas que ama o pecador.







segunda-feira, 13 de julho de 2009

A LUZ DO TEU OLHAR

Não sei se posso precisar corretamente, pois definir a luz do teu olhar, é trabalho árduo e de difícil concretização.

É preciso olhar-te frente a frente, e nesse olhar em que os olhos se miram, a alma se desnuda e se inebria, os sentimentos se conturbam, e o coração, pobre pássaro, magnetizado pelo brilho que emana do teu olhar, se enreda nas teias do desatino e, submisso, se abandona a poderosa força que o desarma, subjuga, e o torna infinitamente cativo.

Olhar-te nos olhos é perder-se num abismo de inefável gozo . É a precipitação consciente do coração ao inferno de todas as dores, ao mesmo tempo em que o eleva aos píncaros da glória. Não há como escapar desse fascínio.

Perder-se na luz dos olhos teus, é o sonho desejado de todas as horas, a primícia de noss'alma ao despertar dos primeiros albores do dia, quando este se inicia e avança, tornando mortos os instantes em que não se realiza.

A excelssitude do teu olhar é flama sagrada, na qual o ser se imola em ânsias de amor incontido, desfiando fibra por fibra o mais profundo de seu recôndito, e se entregando incondicionalmente à volúpia que enlanguece a alma inteira, mergulhada na fulgurante luz que emana de teus preciosos olhos.

Como então definir o que nos torna prisioneiros, pois ofuscada a razão e ébrio o coração, não se pode definir, apenas mergulhar profundamente neste abismo enlouquecedor e, lentamente fenecer de amor.

REFLEXÃO

Veja amada, como é belo,
O mundo ao nosso redor,
Num pensamento singelo,
Busco apenas o anelo,
De louvar o criador.



Veja que o sol tão brilhante,
Aquece a mata pujante,
Tão cheia de vida e cor.
O azul deste céu sereno,
E o perpassar bem ameno,
Da brisa em suave frescor,
Nos convida ao devaneio,
pois noss'alma sente anseio,
De buscar o Criador.


Da planície nas lonjuras,
Quer do monte nas alturas,
Ou no verde azul do mar.
No cismar, a criatura,
Sente bem forte a ventura,
De amar o Criador.


Nesta obra tão grandiosa,
Tão perfeita, harmoniosa,
Ninguém jamais duvidou,
Nenhuma dúvida persiste,
Que um Ser Supremo existe,
E todo o universo criou.


Quando te assentas a noite,
O céu estrelado a olhar,
Sob o luar tão distante,
Envolvente, fascinante,
Que nos convida a pensar.
Reflete que toda ventura,
Na vida ném sempre perdura,
Que nada podemos levar.


Não se esqueça que o trabalho,
A bem do irmão, é orvalho
De luz, a nos elevar.
Se tanto bem vens fazendo,
Amparando, protegendo,
Com tuas mãos operosas,
Creiam que exalam, atarefadas,
Mesmo estando fatigadas,
O doce aroma das rosas.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Biblia também é nossa fonte de inspiração. Em suas volumosas páginas desfilam personagens folclóricos de tempos que já cairam no esquecimento, sendo suas estrepolias tidas a guisa de santidade, e hoje contudo a recordar seu comportamento não podemos deixar de nos divertir, pois nada mudou. Os homens continuam os mesmos, sempre na busca de vantagens em relação ao sexo fraco. Qual é o homem de nossos dias que não gostaria de levar a vida de um Jacó? Então vamos homenagear nosso ilustre e lídimo antepassado, com um poema denominado:



SONETO PRÁ JACÓ

Sete anos de pastor Jacó servia,
Labão, pai de Raquel e pai de Lia,
Espertamente diz que só Raquel queria,
Mas prontamente aceitou também a Lia.


E assim Jacó astuto se casou com Lia,
E por mais sete anos maquinando diabruras,
Juntou-se com Raquel e prá completa bigamia,
Faturou também as escravas delas duas.


Ah Jacó ladino, patriarca esperto,
Retrato de um tempo em que era certo,
Ter um gordo mulherio para sua usança.


Quanta gente hoje te inveja a hipocrisia,
E sonha cobiçosa pela doce fantasia,
De ter um rico harem pr'uma boa festança.