Não, não, Jamais eu te desprezaria,
Estás acima das paixões vulgares,
E aos desejos vis jamais eu desceria,
Pois brilhas no meu céu de estrelas luminares.
Ah, se tu soubesses o quanto eu te amo,
Que mesmo longe eu te sinto perto,
Na solidão da alma teu amor reclamo,
Não é desprezo, é adoração por certo.
E eu te venero pois à mim és santa,
E de joelhos a teus pés imploro,
Que não me negues a ventura tanta.
De nesta vida plena de desgosto,
Não possa ver a luz bendita do teu rosto,
E teu sorrir tão lindo que me encanta.
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