Criando Deus o universo,
Cheio de estrelas a brilhar,
Deixou que duas caissem,
Para a terra enfeitar.
E essas duas estrelinhas
Por milênios a vagar,
Nos teus olhos tão formosos,
É que foram se alojar.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
ERVA DANINHA
No teu jardim vicejam esplendorosas flores,
De todos os matizes e feitios, a rescender olores.
E o mato que ali nasce, rasteiro e sem fragância,
Tu queres arrancar, com a maior constância.
Não vês e não percebes, que o belo na verdade,
É o conjunto, é o todo, é a bio-diversidade.
Não há planta má, não há planta boa,
São criaturas vivas com que Deus nos aquinhoa.
Se julgas alguém feio, talvez a realidade,
Com que outro te julga, seja a mesma verdade.
As plantas, os animais, e todos os seres humanos,
São expressões divinais dos insondáveis arcanos.
Por que arrancar o mato que fartamente cresce,
Que forra o chão que pisas e oxigênio te fornece?
Humilde e precioso, não precisa ser tratado.
Imerso no amor de Deus, floresce sem ser cuidado.
ATÉ QUANDO ?
Ah, se eleito eu fosse
Deputado federal,
Eu faria uma lei bacana,
Que aumentasse minha grana,
O que não me faria mal.
Pois o dinheiro é nosso,
E se toma-lo eu posso,
Por que deixa-lo mofando,
Guardado, deteriorando,
No Tesouro Nacional?
É preciso, pois, urgência,
Antes que seja usado,
Pra dar comida ao povo,
Saúde, educação.
Não podemos ter clemência,
Vamos nele passar a mão.
Pois o povo já vive bem.
Seu salário é grandão.
Imposto é muito maneiro,
E neste país até lixeiro,
Todo dia come pão,
Arroz, carne, feijão,
E se quiser até pode,
Viajar de avião.
Fazer turismo na Europa,
Conhecer todo o Japão.
Mas o deputado coitadinho,
Vive tão apertadinho,
Salário pequenininho,
Que mesmo com mensalão,
Mal dá para comprar
O caviar de cada dia
Champanhe francês,
Bacalhau dinamarquês
Carro novo todo ano,
E se tenta ganhar uns trocados,
Gritam sem cabimento
Que é superfaturamento,
É máfia das ambulâncias,
É anão do orçamento.
Que desalento.
E ainda por ousadia,
Tem gente insatisfeita,
Querendo, que grande mutreta,
Nossos direitos tirar.
Querem tirar jeton, extraordinário,
Verba de gabinete, 16º salário.
Querem tirar mordomia,
Querem tirar moradia,
Carro oficial, motorista,
E a parentela tá na lista
Dos que querem desempregar.
Como é duro ser deputado,
Neste País malfadado,.
Não falo daquele honesto,
Falo do mal intencionado,
Que gasta milhões pra ser eleito,
Mas à socapa dá jeito,
De o dinheiro recuperar,
Sem que a justiça lhe venha,
A vida infernizar.
Mas, melhor que ser deputado,
Cujo mandato é contado,
É ser Juiz de Direito,
Que não depende de pleito,
Não se elege, é nomeado,
Ministro, desembargador,
É vitalício e não barganha,
O alto salário que amanha.
E também põe na algibeira,
A mordomia costumeira,
Que a Lei permite abarcar.
E nós o povo, que fazemos,
Todo o trabalho , e sofremos,
Como burros a trabalhar,
Pra esse bando sustentar,
Até quando agüentaremos
Esta cangalha, se queremos
Ver a vida melhorar ?
Até quando Cidadão?
Até quando?
Deputado federal,
Eu faria uma lei bacana,
Que aumentasse minha grana,
O que não me faria mal.
Pois o dinheiro é nosso,
E se toma-lo eu posso,
Por que deixa-lo mofando,
Guardado, deteriorando,
No Tesouro Nacional?
É preciso, pois, urgência,
Antes que seja usado,
Pra dar comida ao povo,
Saúde, educação.
Não podemos ter clemência,
Vamos nele passar a mão.
Pois o povo já vive bem.
Seu salário é grandão.
Imposto é muito maneiro,
E neste país até lixeiro,
Todo dia come pão,
Arroz, carne, feijão,
E se quiser até pode,
Viajar de avião.
Fazer turismo na Europa,
Conhecer todo o Japão.
Mas o deputado coitadinho,
Vive tão apertadinho,
Salário pequenininho,
Que mesmo com mensalão,
Mal dá para comprar
O caviar de cada dia
Champanhe francês,
Bacalhau dinamarquês
Carro novo todo ano,
E se tenta ganhar uns trocados,
Gritam sem cabimento
Que é superfaturamento,
É máfia das ambulâncias,
É anão do orçamento.
Que desalento.
E ainda por ousadia,
Tem gente insatisfeita,
Querendo, que grande mutreta,
Nossos direitos tirar.
Querem tirar jeton, extraordinário,
Verba de gabinete, 16º salário.
Querem tirar mordomia,
Querem tirar moradia,
Carro oficial, motorista,
E a parentela tá na lista
Dos que querem desempregar.
Como é duro ser deputado,
Neste País malfadado,.
Não falo daquele honesto,
Falo do mal intencionado,
Que gasta milhões pra ser eleito,
Mas à socapa dá jeito,
De o dinheiro recuperar,
Sem que a justiça lhe venha,
A vida infernizar.
Mas, melhor que ser deputado,
Cujo mandato é contado,
É ser Juiz de Direito,
Que não depende de pleito,
Não se elege, é nomeado,
Ministro, desembargador,
É vitalício e não barganha,
O alto salário que amanha.
E também põe na algibeira,
A mordomia costumeira,
Que a Lei permite abarcar.
E nós o povo, que fazemos,
Todo o trabalho , e sofremos,
Como burros a trabalhar,
Pra esse bando sustentar,
Até quando agüentaremos
Esta cangalha, se queremos
Ver a vida melhorar ?
Até quando Cidadão?
Até quando?
V E R S I N H O S
Venturoso é aquele que abriga,
No coração os ensinos de Jesus.
Na terra será sempre a mão amiga,
E ao chegar ao céu, será anjo de luz.
-x-x-x-
É doce, é suave, nos consola e acalma,
É o amor de Jesus refrigerando a alma,
De quem alimenta o bem e sem pretenção,
Vive na terra se doando a favor do irmão.
-x-x-x-
O coração de Deus é grande, é generoso,
E nele tem refúgio amoroso,
Até quem não lhe busca proteção.
Mas eu, peregrino a vagar ansioso,
Busco e não vejo o portal luminoso
Que me albergue no teu coração.
-x-x-x-
No coração os ensinos de Jesus.
Na terra será sempre a mão amiga,
E ao chegar ao céu, será anjo de luz.
-x-x-x-
É doce, é suave, nos consola e acalma,
É o amor de Jesus refrigerando a alma,
De quem alimenta o bem e sem pretenção,
Vive na terra se doando a favor do irmão.
-x-x-x-
O coração de Deus é grande, é generoso,
E nele tem refúgio amoroso,
Até quem não lhe busca proteção.
Mas eu, peregrino a vagar ansioso,
Busco e não vejo o portal luminoso
Que me albergue no teu coração.
-x-x-x-
O SUPREMO E GILMAR
Veja meu ilustre povo
Deste Brasil colossal,
Na suprema magistratura,
Gilmar Mendes se aventura,
Em tiradas geniais.
Na eterna mediocridade,
Em que a toga se chafurda,
Só se preza a veleidade,
E farta modorra viceja
Nos antros dos tribunais.
Ali o direito se entorta,
E o torto se endireita,
Na sentença o que se denota,
É a verborragia perfeita
Que aos togados deleita.
Justiça a ninguém importa.
E o supremo na verdade,
Do bom-senso na contramão
Quer os bandidos bem livres,
De algemas e de prisão.
Supremo, meu Deus quanto mico,
Supremo que gente esperta,
Se prendem bandido rico,
Um hábeas corpus liberta.
E se escasseia o que soltar,
Solta bandido, solta ladrão,
Solta traficante e manda intimar,
A polícia honesta que fez a prisão.
Mas se o pobre vai em cana,
Por ter roubado banana,
Desista, que hábeas corpus,
No supremo é prá bacana.
E lá no recinto a figura airosa,
Do onipotente ministro,
Todo majestoso e prosa,
Ninguém o segura, ném Cristo.
Polícia prá ele é bandido,
Inteligência é pecado,
Mas a ele ninguém diz,
Que se um dia foi grampeado,
Talvez foi ordem de um juiz?
Por certo não vai a feira,
Ninguém o viu no mercado,
Será que ganha tão pouco,
Será que vive apertado?
Seu salário a ninguém mostra,
Será tão pobre o magistrado,
Que ostente ao final do mês,
Um holerite minguado?
Você que vive do mínimo,
Num esforço concentrado,
A ver se no fim do mês,
Lhe sobra um tostão furado.
Acaso já viu no bulixo,
Onde vive endividado,
O nosso pomposo ministro,
Pendurando seu fiado?
E na fila da saúde,
Onde dorme na calçada,
Vê se o ministro conhece,
A madrugada gelada.
Você operário faminto,
roto, esfarrapado,
Veja o terno do ministro,
Que corte tão alinhado.
No busão vais apertado,
Empurado, sem sentar,
Mas no carro do ministro,
O luxo é de se babar.
E o Ministro quer aumento,
Mas diz que é correção.
Valha-me Deus, esse aumento,
É vergonhoso excremento,
Na face humilde do povo,
Sofrido desta nação.
Se o mínimo sobe um tiquinho,
Já gritam em coro orquestrado,
Vai quebrar o orçamento,
Vai aumentar o consumo,
Vai abalar o mercado.
Se é o ministro quem pede,
O parlamento se excede,
Em mesuras e logo dão.
Verdade que também eles,
Vivem afoitos pelo ensejo,
De partilharem o bolão.
Mas nossa vingança meu povo,
Não é mera parvoice,
É ver do ministro, no rosto,
O seu imenso desgosto,
Pela soberba calvície.
Deste Brasil colossal,
Na suprema magistratura,
Gilmar Mendes se aventura,
Em tiradas geniais.
Na eterna mediocridade,
Em que a toga se chafurda,
Só se preza a veleidade,
E farta modorra viceja
Nos antros dos tribunais.
Ali o direito se entorta,
E o torto se endireita,
Na sentença o que se denota,
É a verborragia perfeita
Que aos togados deleita.
Justiça a ninguém importa.
E o supremo na verdade,
Do bom-senso na contramão
Quer os bandidos bem livres,
De algemas e de prisão.
Supremo, meu Deus quanto mico,
Supremo que gente esperta,
Se prendem bandido rico,
Um hábeas corpus liberta.
E se escasseia o que soltar,
Solta bandido, solta ladrão,
Solta traficante e manda intimar,
A polícia honesta que fez a prisão.
Mas se o pobre vai em cana,
Por ter roubado banana,
Desista, que hábeas corpus,
No supremo é prá bacana.
E lá no recinto a figura airosa,
Do onipotente ministro,
Todo majestoso e prosa,
Ninguém o segura, ném Cristo.
Polícia prá ele é bandido,
Inteligência é pecado,
Mas a ele ninguém diz,
Que se um dia foi grampeado,
Talvez foi ordem de um juiz?
Por certo não vai a feira,
Ninguém o viu no mercado,
Será que ganha tão pouco,
Será que vive apertado?
Seu salário a ninguém mostra,
Será tão pobre o magistrado,
Que ostente ao final do mês,
Um holerite minguado?
Você que vive do mínimo,
Num esforço concentrado,
A ver se no fim do mês,
Lhe sobra um tostão furado.
Acaso já viu no bulixo,
Onde vive endividado,
O nosso pomposo ministro,
Pendurando seu fiado?
E na fila da saúde,
Onde dorme na calçada,
Vê se o ministro conhece,
A madrugada gelada.
Você operário faminto,
roto, esfarrapado,
Veja o terno do ministro,
Que corte tão alinhado.
No busão vais apertado,
Empurado, sem sentar,
Mas no carro do ministro,
O luxo é de se babar.
E o Ministro quer aumento,
Mas diz que é correção.
Valha-me Deus, esse aumento,
É vergonhoso excremento,
Na face humilde do povo,
Sofrido desta nação.
Se o mínimo sobe um tiquinho,
Já gritam em coro orquestrado,
Vai quebrar o orçamento,
Vai aumentar o consumo,
Vai abalar o mercado.
Se é o ministro quem pede,
O parlamento se excede,
Em mesuras e logo dão.
Verdade que também eles,
Vivem afoitos pelo ensejo,
De partilharem o bolão.
Mas nossa vingança meu povo,
Não é mera parvoice,
É ver do ministro, no rosto,
O seu imenso desgosto,
Pela soberba calvície.
NÃO SABES?
Por que finges ignorar que existo,
Sem dignar-se ao vate aqui notar?
Não sentes que teu ser é um infinito,
Marulhar de luzes, onde aflito,
Me sinto arrostar?
Queria te dizer neste momento,
Que são teus olhos o belo firmamento,
Onde me perco sedento a contemplar,
Miríades de sóis e estrelas lindas,
Que brilham sem cessar na noite infinda,
Onde anseio mergulhar.
Não sabes que teu corpo é um monumento,
Que eu contemplo com tanto sentimento,
Sozinho no meu canto a te fitar?
Que se pedires, movo céus e montes,
Vou às estrelas, rompo os horizontes,
Só para ver brilhando o teu olhar?
Sem dignar-se ao vate aqui notar?
Não sentes que teu ser é um infinito,
Marulhar de luzes, onde aflito,
Me sinto arrostar?
Queria te dizer neste momento,
Que são teus olhos o belo firmamento,
Onde me perco sedento a contemplar,
Miríades de sóis e estrelas lindas,
Que brilham sem cessar na noite infinda,
Onde anseio mergulhar.
Não sabes que teu corpo é um monumento,
Que eu contemplo com tanto sentimento,
Sozinho no meu canto a te fitar?
Que se pedires, movo céus e montes,
Vou às estrelas, rompo os horizontes,
Só para ver brilhando o teu olhar?
PENSAMENTO PATRIOTA
É noite, sentado em meu leito,
No recinto onde moro, cansado me ajeito,
Das duras lides do dia, eu quero repousar,
Não que esteja tão cansado, pois o labor não cansa,
É messe abençoada de paz e de bonança.
Mas o sono não vem, e fico a matutar,
Sobre os mistérios da vida, nesse curto caminhar,
Onde abundam desenganos, e o prazer dura pouco,
Onde o rude ignorante é sempre festejado,
E o sábio abnegado de louco é taxado.
Onde mais se aplaude aquele que mais rouba,
Que furtando com perícia,
Sempre ilude a polícia,
E escapando impune, leva fama de barão.
Mas, coitado do pobrezinho,
Miserável, comezinho,
Que furta pão, galinha e tostão,
Esse, apanha do povo enfurecido,
Pela guarda, é preso e escarnecido,
E é chamado de ladrão.
E nesse ar de podridão em que o país mergulha,
De ser brasileiro, já ninguém se orgulha.
É tanta falsidade, tanta corrupção,
Que é preciso procurar, de lanterna na mão,
Os brios que se perderam nessa via tortuosa,
Da politicagem abjeta, iníqua, sinuosa,
Que infelicita a Nação.
E se olhares ao redor, verás apenas,
O povo sem segurança vivendo a duras penas.
No tiroteio cruzado entre polícia e bandido,
O povo que tenta escapar, quase sempre é ferido.
E nesse País dos meus amores,
Alcatifado de flores,
Se esqueceram de dizer,
Que a podridão germina,
No lamaçal que domina
A sede louca do poder.
Pois o rico se fecha, encastelado,
Com segurança sempre escoltado,
Tem do Poder, amparo e proteção.
O pobre sempre mais espoliado,
Famélico, doente, estropiado,
Se arreia em tributos escorchantes
A sustentar mordomias exorbitantes,
Que empobrecem a Nação.
Ah, terra amada, idolatrada,
Que se faz preciso prá que seja consertada?
Não basta por em cana aquele que é ladrão,
É preciso dar ao povo segurança, instrução,
Exemplos de probidade, exemplos de retidão.
Ensinar ao jovem desde tenra idade,
A ter orgulho da brasilidade.
E fazendo do patriotismo o mais nobre ideal,
Cantar em todas as escolas nosso hino nacional.
E assim, moralizando nossas instituições,
Seremos dignificados no concerto das nações.
No recinto onde moro, cansado me ajeito,
Das duras lides do dia, eu quero repousar,
Não que esteja tão cansado, pois o labor não cansa,
É messe abençoada de paz e de bonança.
Mas o sono não vem, e fico a matutar,
Sobre os mistérios da vida, nesse curto caminhar,
Onde abundam desenganos, e o prazer dura pouco,
Onde o rude ignorante é sempre festejado,
E o sábio abnegado de louco é taxado.
Onde mais se aplaude aquele que mais rouba,
Que furtando com perícia,
Sempre ilude a polícia,
E escapando impune, leva fama de barão.
Mas, coitado do pobrezinho,
Miserável, comezinho,
Que furta pão, galinha e tostão,
Esse, apanha do povo enfurecido,
Pela guarda, é preso e escarnecido,
E é chamado de ladrão.
E nesse ar de podridão em que o país mergulha,
De ser brasileiro, já ninguém se orgulha.
É tanta falsidade, tanta corrupção,
Que é preciso procurar, de lanterna na mão,
Os brios que se perderam nessa via tortuosa,
Da politicagem abjeta, iníqua, sinuosa,
Que infelicita a Nação.
E se olhares ao redor, verás apenas,
O povo sem segurança vivendo a duras penas.
No tiroteio cruzado entre polícia e bandido,
O povo que tenta escapar, quase sempre é ferido.
E nesse País dos meus amores,
Alcatifado de flores,
Se esqueceram de dizer,
Que a podridão germina,
No lamaçal que domina
A sede louca do poder.
Pois o rico se fecha, encastelado,
Com segurança sempre escoltado,
Tem do Poder, amparo e proteção.
O pobre sempre mais espoliado,
Famélico, doente, estropiado,
Se arreia em tributos escorchantes
A sustentar mordomias exorbitantes,
Que empobrecem a Nação.
Ah, terra amada, idolatrada,
Que se faz preciso prá que seja consertada?
Não basta por em cana aquele que é ladrão,
É preciso dar ao povo segurança, instrução,
Exemplos de probidade, exemplos de retidão.
Ensinar ao jovem desde tenra idade,
A ter orgulho da brasilidade.
E fazendo do patriotismo o mais nobre ideal,
Cantar em todas as escolas nosso hino nacional.
E assim, moralizando nossas instituições,
Seremos dignificados no concerto das nações.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
M E D O
Eu tenho um medo.
Que brota da alma,
Eu tenho um medo
Que faz padecer.
Eu tenho um medo
Que nunca se acalma,
É medo que um dia
Te possa perder.
Se falo aos amigos,
Do medo que abrigo,
No peito, eu encontro
Quem diga de pronto,
Que não fica bem.
Pois homem não chora,
Jamais ele implora,
Nem mesmo deplora,
A perda de alguém.
Eu ouço calado,
E fico amuado,
Saindo apressado,
Sem poder falar:
Que o amor é ousadia,
É dor, é alegria,
E externa magia,
Até no chorar.
Sou homem, sou forte,
Pequeno no porte,
E não há quem reporte,
Que um dia tremi,
De angústia ou de medo,
No entanto é segredo,
Que de amor, muito cedo,
A chorar me escondi.
Que brota da alma,
Eu tenho um medo
Que faz padecer.
Eu tenho um medo
Que nunca se acalma,
É medo que um dia
Te possa perder.
Se falo aos amigos,
Do medo que abrigo,
No peito, eu encontro
Quem diga de pronto,
Que não fica bem.
Pois homem não chora,
Jamais ele implora,
Nem mesmo deplora,
A perda de alguém.
Eu ouço calado,
E fico amuado,
Saindo apressado,
Sem poder falar:
Que o amor é ousadia,
É dor, é alegria,
E externa magia,
Até no chorar.
Sou homem, sou forte,
Pequeno no porte,
E não há quem reporte,
Que um dia tremi,
De angústia ou de medo,
No entanto é segredo,
Que de amor, muito cedo,
A chorar me escondi.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
CORAÇÃO GEOMÉTRICO
Um coração é um ponto solitário,
Em plano cartesiano imaginário,
Vagando triste em busca de seu par.
Se encontra outro ponto, surge a reta,
Dois corações unidos numa meta,
Se amando par a par.
No entanto, se outro ponto aparece,
E em trajetória dessa reta desce,
Cruzando velozmente sem parar,
Não trio amoroso, isto é insano,
Geometricamente forma apenas plano,
Criado para os pontos abrigar.
E nesta harmonia estabelecida,
Os pontos formam retas, em partida,
Prá juntos, bem alegres caminhar.
Figuras hiperbólicas vão se formando,
Cilindros, cones, cubos, e girando,
Lindas esferas, doidas a bailar.
Miríades de ângulos adjacentes,
Perpendiculares, medianas e tangentes,
Formam cascatas a revolutear.
E nesse volitar de entes geométricos,
Eu me encontro, simples ponto a buscar,
Nos espaços infinitos, quilométricos,
De todos os quadrantes paramétricos,
Um coração a quem eu possa amar.
Em plano cartesiano imaginário,
Vagando triste em busca de seu par.
Se encontra outro ponto, surge a reta,
Dois corações unidos numa meta,
Se amando par a par.
No entanto, se outro ponto aparece,
E em trajetória dessa reta desce,
Cruzando velozmente sem parar,
Não trio amoroso, isto é insano,
Geometricamente forma apenas plano,
Criado para os pontos abrigar.
E nesta harmonia estabelecida,
Os pontos formam retas, em partida,
Prá juntos, bem alegres caminhar.
Figuras hiperbólicas vão se formando,
Cilindros, cones, cubos, e girando,
Lindas esferas, doidas a bailar.
Miríades de ângulos adjacentes,
Perpendiculares, medianas e tangentes,
Formam cascatas a revolutear.
E nesse volitar de entes geométricos,
Eu me encontro, simples ponto a buscar,
Nos espaços infinitos, quilométricos,
De todos os quadrantes paramétricos,
Um coração a quem eu possa amar.
PRÁ QUE SERVE O CELULAR
Prá se levar na bolsa,
Ou no bolso pendurado?
Prá se jogar "games"
E ficar viciado?
Prá mostrar aos amigos
Que é de última geração?
Dizer que custou bem caro.
Só não diz que é promoção,
Queima de estoque de loja,
Ou que comprou no saldão.
São tantas, tantas as coisas
A se fazer com o celular,
Jogos, mensagens, ver horas,
E até internet acessar,
Sem falar nas lindas fotos
Que a gente pode tirar.
Entretanto em meu juízo,
Pobre e sem muito siso,
Celular é prá se falar.
Falar da vida, dos amores,
Do tempo, das estações das flores,
Papear com os amigos,
Consolar as dores,
Os achaques, os dissabores,
E a vida alheia fuçar.
Mas aí fico pensando,
Por que falar sem parar,
Se o mais gostoso da vida,
É a gente poder escutar,
É se entregar sem receio,
A ouvir sem titubeio,
O anelo, o anseio,
Da voz que nos vem buscar.
A voz da amizade sincera,
A voz da paz, a voz austera,
Dos nossos maiorais,
a voz infantil,
Das nossas crianças
Em tom primaveril.
Voz a pedir compreensão,
Voz que transmite emoção,
Em vibração sutil de paz, de harmonia,
Voz de tristeza, voz de alegria,
A inspirar júbilo em ondas de fantasia...
Mas a voz que abala nosso peito,
Que nos deixa mudos e sem jeito,
É a voz do amor, que de sopetão,
Atinge as fibras mais profundas,
Do nosso Coração.
Ou no bolso pendurado?
Prá se jogar "games"
E ficar viciado?
Prá mostrar aos amigos
Que é de última geração?
Dizer que custou bem caro.
Só não diz que é promoção,
Queima de estoque de loja,
Ou que comprou no saldão.
São tantas, tantas as coisas
A se fazer com o celular,
Jogos, mensagens, ver horas,
E até internet acessar,
Sem falar nas lindas fotos
Que a gente pode tirar.
Entretanto em meu juízo,
Pobre e sem muito siso,
Celular é prá se falar.
Falar da vida, dos amores,
Do tempo, das estações das flores,
Papear com os amigos,
Consolar as dores,
Os achaques, os dissabores,
E a vida alheia fuçar.
Mas aí fico pensando,
Por que falar sem parar,
Se o mais gostoso da vida,
É a gente poder escutar,
É se entregar sem receio,
A ouvir sem titubeio,
O anelo, o anseio,
Da voz que nos vem buscar.
A voz da amizade sincera,
A voz da paz, a voz austera,
Dos nossos maiorais,
a voz infantil,
Das nossas crianças
Em tom primaveril.
Voz a pedir compreensão,
Voz que transmite emoção,
Em vibração sutil de paz, de harmonia,
Voz de tristeza, voz de alegria,
A inspirar júbilo em ondas de fantasia...
Mas a voz que abala nosso peito,
Que nos deixa mudos e sem jeito,
É a voz do amor, que de sopetão,
Atinge as fibras mais profundas,
Do nosso Coração.
O QUE ESCREVO
Eu escrevo neste mundo,
Só buscando semear,
No solo fecundo das almas,
Idéias que sejam palmas,
De ouro a germinar.
Pois feliz é quem semeia,
Idéias de paz, de perdão.
Que ensina à juventude,
Que o amor é a plenitude,
Do sentimento cristão.
Inteligência, que brilha cheia
De possibilidades, não creia
Que a bem vá trabalhar.
No entanto se for aliada,
Da moral mais elevada,
Pode o progresso edificar.
O amor é sentimento sublime,
Que a alma humana redime,
Dos pecados ancestrais.
Ciúme é sentimento tresloucado,
É fruto do amor adoentado,
Que nos impele a dores abissais.
Egoísmo é amor obsessivo,
Que a ninguém é compassivo,
Pois tudo quer abarcar.
Seu oposto é o desprendimento,
É doar sem arrependimento,
O bem que nos vai sobrar.
E se queres ter na vida,
Momentos de paz, não olvida,
Dos ensinos do meigo Rabi:
Que a verdadeira religião,
Está no servir aos irmãos,
Que necessitam de ti.
Só buscando semear,
No solo fecundo das almas,
Idéias que sejam palmas,
De ouro a germinar.
Pois feliz é quem semeia,
Idéias de paz, de perdão.
Que ensina à juventude,
Que o amor é a plenitude,
Do sentimento cristão.
Inteligência, que brilha cheia
De possibilidades, não creia
Que a bem vá trabalhar.
No entanto se for aliada,
Da moral mais elevada,
Pode o progresso edificar.
O amor é sentimento sublime,
Que a alma humana redime,
Dos pecados ancestrais.
Ciúme é sentimento tresloucado,
É fruto do amor adoentado,
Que nos impele a dores abissais.
Egoísmo é amor obsessivo,
Que a ninguém é compassivo,
Pois tudo quer abarcar.
Seu oposto é o desprendimento,
É doar sem arrependimento,
O bem que nos vai sobrar.
E se queres ter na vida,
Momentos de paz, não olvida,
Dos ensinos do meigo Rabi:
Que a verdadeira religião,
Está no servir aos irmãos,
Que necessitam de ti.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
EGOISMO ILUSÃO
O problema desta vida,
É que a mesma é passageira.
Vai se escoando sempre,
Como a água da torneira.
Quando menos se espera,
Ela acaba e, com ela,
Vão-se as ilusões, os prazeres...
Pois a morte nos revela,
Que um dia tudo finda,
E que seremos julgados,
Pelo bem que tivermos feito,
E pelos males praticados.
Quanta gente existe agora,
Que dorme ébria , de dia,
Que em farras noturnas se extasia,
Jogando a saúde fora.
Que vive gozando a vida,
Sempre, sempre a imaginar
Que seu prazer é eterno,
Que nunca vai terminar.
Nunca olha para os lados,
Não percebe os infortunados,
Irmãos que em sofrimento,
Lhe ombreiam no caminhar,
Sem paz e sem alegria,
Sem o pão de cada dia,
Em prantos a mourejar.
Não quer tomar conhecimento,
Que existe fome, dores e tormento,
De corpo e alma na miséria que campeia.
Imerso em si mesmo não vê que a dor alheia,
É fruto do egoismo ignorante e dominador,
Do mal que sobrepuja a eterna lei do amor.
Não sabe que é ilusão a vida que ele leva,
Que não fazendo o bem só viverá em treva.
Que os prazeres terrenos são lastro que um dia,
O levarão em prantos à dor e à agonia.
Irmãos, irmãos sejamos desinteressados,
Vamos dar o que nos sobra aos irmãos necessitados.
Vamos estender a mão amiga e sem humilhação,
Doar-lhes com carinho, roupas, remédios e pão.
E para os aflitos d'alma, que buscam seguro porto,
Onde encontrar amparo, onde encontrar conforto,
Levemos a palavra serena, de paz e de compreensão,
Diminuindo mágoas e dando consolação.
Abandonando pois o egoismo que tanto nos seduz,
Haveremos de voltar aos braços de Jesus.
E o Divino Mestre, por certo, estreitará ao coração,
Aqueles que na terra amaram a seu irmão.
É que a mesma é passageira.
Vai se escoando sempre,
Como a água da torneira.
Quando menos se espera,
Ela acaba e, com ela,
Vão-se as ilusões, os prazeres...
Pois a morte nos revela,
Que um dia tudo finda,
E que seremos julgados,
Pelo bem que tivermos feito,
E pelos males praticados.
Quanta gente existe agora,
Que dorme ébria , de dia,
Que em farras noturnas se extasia,
Jogando a saúde fora.
Que vive gozando a vida,
Sempre, sempre a imaginar
Que seu prazer é eterno,
Que nunca vai terminar.
Nunca olha para os lados,
Não percebe os infortunados,
Irmãos que em sofrimento,
Lhe ombreiam no caminhar,
Sem paz e sem alegria,
Sem o pão de cada dia,
Em prantos a mourejar.
Não quer tomar conhecimento,
Que existe fome, dores e tormento,
De corpo e alma na miséria que campeia.
Imerso em si mesmo não vê que a dor alheia,
É fruto do egoismo ignorante e dominador,
Do mal que sobrepuja a eterna lei do amor.
Não sabe que é ilusão a vida que ele leva,
Que não fazendo o bem só viverá em treva.
Que os prazeres terrenos são lastro que um dia,
O levarão em prantos à dor e à agonia.
Irmãos, irmãos sejamos desinteressados,
Vamos dar o que nos sobra aos irmãos necessitados.
Vamos estender a mão amiga e sem humilhação,
Doar-lhes com carinho, roupas, remédios e pão.
E para os aflitos d'alma, que buscam seguro porto,
Onde encontrar amparo, onde encontrar conforto,
Levemos a palavra serena, de paz e de compreensão,
Diminuindo mágoas e dando consolação.
Abandonando pois o egoismo que tanto nos seduz,
Haveremos de voltar aos braços de Jesus.
E o Divino Mestre, por certo, estreitará ao coração,
Aqueles que na terra amaram a seu irmão.
ANO NOVO ?
Se o dia amanhece,
O sol brilha forte.
Se a noite já desce,
A lua aparece,
E as mesmas estrelas,
Se põe a brilhar.
Na terra dos homens,
Uns nascem, uns morrem,
Felizes, ou sofrem,
Tormentos sem par.
No lago sereno,
No mar furioso,
No céu ora ameno,
Ou tempestuoso,
As aves, os peixes,
São os mesmos de antes.
Milênios chegaram
E nada mudaram.
Milênios virão
E nada trarão.
E a vida é a mesma.
Do homem a lesma,
Vem ano, vai ano,
Persiste o engano,
Pois tudo é ilusão.
O sol brilha forte.
Se a noite já desce,
A lua aparece,
E as mesmas estrelas,
Se põe a brilhar.
Na terra dos homens,
Uns nascem, uns morrem,
Felizes, ou sofrem,
Tormentos sem par.
No lago sereno,
No mar furioso,
No céu ora ameno,
Ou tempestuoso,
As aves, os peixes,
São os mesmos de antes.
Milênios chegaram
E nada mudaram.
Milênios virão
E nada trarão.
E a vida é a mesma.
Do homem a lesma,
Vem ano, vai ano,
Persiste o engano,
Pois tudo é ilusão.
É MARIA
Se o dia vem nascendo,
Lindo, lindo, a brilhar,
Um clarão no horizonte
Logo cedo fui notar.
Dizem uns é o sol que brilha,
Mas no fundo, oh maravilha,
Ninguém inda percebeu,
Que esta luz, quem o diria,
Vem dos olhos de Maria,
Lá do céu prá alumiar,
Toda a terra, o mundo inteiro,
Pois a mãe da humanidade,
Da mansão ao pardieiro,
Por nós, vela sem cessar.
Lindo, lindo, a brilhar,
Um clarão no horizonte
Logo cedo fui notar.
Dizem uns é o sol que brilha,
Mas no fundo, oh maravilha,
Ninguém inda percebeu,
Que esta luz, quem o diria,
Vem dos olhos de Maria,
Lá do céu prá alumiar,
Toda a terra, o mundo inteiro,
Pois a mãe da humanidade,
Da mansão ao pardieiro,
Por nós, vela sem cessar.
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