Prá se levar na bolsa,
Ou no bolso pendurado?
Prá se jogar "games"
E ficar viciado?
Prá mostrar aos amigos
Que é de última geração?
Dizer que custou bem caro.
Só não diz que é promoção,
Queima de estoque de loja,
Ou que comprou no saldão.
São tantas, tantas as coisas
A se fazer com o celular,
Jogos, mensagens, ver horas,
E até internet acessar,
Sem falar nas lindas fotos
Que a gente pode tirar.
Entretanto em meu juízo,
Pobre e sem muito siso,
Celular é prá se falar.
Falar da vida, dos amores,
Do tempo, das estações das flores,
Papear com os amigos,
Consolar as dores,
Os achaques, os dissabores,
E a vida alheia fuçar.
Mas aí fico pensando,
Por que falar sem parar,
Se o mais gostoso da vida,
É a gente poder escutar,
É se entregar sem receio,
A ouvir sem titubeio,
O anelo, o anseio,
Da voz que nos vem buscar.
A voz da amizade sincera,
A voz da paz, a voz austera,
Dos nossos maiorais,
a voz infantil,
Das nossas crianças
Em tom primaveril.
Voz a pedir compreensão,
Voz que transmite emoção,
Em vibração sutil de paz, de harmonia,
Voz de tristeza, voz de alegria,
A inspirar júbilo em ondas de fantasia...
Mas a voz que abala nosso peito,
Que nos deixa mudos e sem jeito,
É a voz do amor, que de sopetão,
Atinge as fibras mais profundas,
Do nosso Coração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário