quinta-feira, 27 de agosto de 2009

NÃO SABES?

Por que finges ignorar que existo,
Sem dignar-se ao vate aqui notar?
Não sentes que teu ser é um infinito,
Marulhar de luzes, onde aflito,
Me sinto arrostar?


Queria te dizer neste momento,
Que são teus olhos o belo firmamento,
Onde me perco sedento a contemplar,
Miríades de sóis e estrelas lindas,
Que brilham sem cessar na noite infinda,
Onde anseio mergulhar.


Não sabes que teu corpo é um monumento,
Que eu contemplo com tanto sentimento,
Sozinho no meu canto a te fitar?

Que se pedires, movo céus e montes,
Vou às estrelas, rompo os horizontes,
Só para ver brilhando o teu olhar?

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