O problema desta vida,
É que a mesma é passageira.
Vai se escoando sempre,
Como a água da torneira.
Quando menos se espera,
Ela acaba e, com ela,
Vão-se as ilusões, os prazeres...
Pois a morte nos revela,
Que um dia tudo finda,
E que seremos julgados,
Pelo bem que tivermos feito,
E pelos males praticados.
Quanta gente existe agora,
Que dorme ébria , de dia,
Que em farras noturnas se extasia,
Jogando a saúde fora.
Que vive gozando a vida,
Sempre, sempre a imaginar
Que seu prazer é eterno,
Que nunca vai terminar.
Nunca olha para os lados,
Não percebe os infortunados,
Irmãos que em sofrimento,
Lhe ombreiam no caminhar,
Sem paz e sem alegria,
Sem o pão de cada dia,
Em prantos a mourejar.
Não quer tomar conhecimento,
Que existe fome, dores e tormento,
De corpo e alma na miséria que campeia.
Imerso em si mesmo não vê que a dor alheia,
É fruto do egoismo ignorante e dominador,
Do mal que sobrepuja a eterna lei do amor.
Não sabe que é ilusão a vida que ele leva,
Que não fazendo o bem só viverá em treva.
Que os prazeres terrenos são lastro que um dia,
O levarão em prantos à dor e à agonia.
Irmãos, irmãos sejamos desinteressados,
Vamos dar o que nos sobra aos irmãos necessitados.
Vamos estender a mão amiga e sem humilhação,
Doar-lhes com carinho, roupas, remédios e pão.
E para os aflitos d'alma, que buscam seguro porto,
Onde encontrar amparo, onde encontrar conforto,
Levemos a palavra serena, de paz e de compreensão,
Diminuindo mágoas e dando consolação.
Abandonando pois o egoismo que tanto nos seduz,
Haveremos de voltar aos braços de Jesus.
E o Divino Mestre, por certo, estreitará ao coração,
Aqueles que na terra amaram a seu irmão.
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