quinta-feira, 27 de agosto de 2009
ERVA DANINHA
No teu jardim vicejam esplendorosas flores,
De todos os matizes e feitios, a rescender olores.
E o mato que ali nasce, rasteiro e sem fragância,
Tu queres arrancar, com a maior constância.
Não vês e não percebes, que o belo na verdade,
É o conjunto, é o todo, é a bio-diversidade.
Não há planta má, não há planta boa,
São criaturas vivas com que Deus nos aquinhoa.
Se julgas alguém feio, talvez a realidade,
Com que outro te julga, seja a mesma verdade.
As plantas, os animais, e todos os seres humanos,
São expressões divinais dos insondáveis arcanos.
Por que arrancar o mato que fartamente cresce,
Que forra o chão que pisas e oxigênio te fornece?
Humilde e precioso, não precisa ser tratado.
Imerso no amor de Deus, floresce sem ser cuidado.
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