sábado, 10 de outubro de 2009

AINDA O SENADO

Oceano de irregularidades e falcatruas, nosso Senado Federal, tem sido o principal alvo de nossos idôneos jornalistas. Também pudera, jamais tanto se fez em demérito da pátria, quanto vemos no Senado. Vozes já clamam nos quatro cantos da nação pedindo sua sumária extinção, e a exceção de poucos e corajosos homens de bem, o restante efetivamente, nada produz de útil, e sua principal preocupação, além dos gastos estratosféricos é tentar justificar sua utilidade.

A bem da verdade, a renca de escândalos, o corporativismo, e o nepotismo descaradamente efetuado ao arrepio da lei, são a marca registrada da índole dos antigos coronéis, que simplesmente transferiram para a instituição o seu "modus vivendi".

Não se passa um dia, sem que novas irregularidades venham à luz.

Não que o brasileiro saiba votar, o que é bem duvidoso.

Votam os esclarecidos nem sempre nos mais capacitados, mas consoante sua inclinação política, votam ao sabor da loquacidade de alguns ou da beleza de outros, votam por indicação e até mesmo pelo espírito de contradição.

Votam os ignorantes incultos e os pseudo alfabetizados, votam os viventes e votam os finados dentro dos feudos eleitorais do coronelismo, que alguns desinformados achavam não mais existir nestas plagas guaranis.

E nossos augustos deputados federais não deixam por menos. Lá em Brasília, o colunista da UOL Fernando Rodrigues(http://noticias.uol.com.br/escandalos-congresso/) menciona somente no ano de 2009 mais de 80 casos de desvios de conduta, entre a Câmara e o Senado, alguns de extrema gravidade, outros nem tanto se considerarmos não ser delito a malversação de dinheiro público, num país onde o salário mínimo não dá condições de vida à grande maioria do povo, onde segurança é piada e a saúde anda às moscas.

Vivemos numa situação esdrúxula, os produtos brasileiros no exterior custam quase a metade do que pagamos no Brasil, nosso custo de vida é altíssimo, os impostos exorbitantes, para que os poderes constituídos da República drenem numa orgia desenfreada, e cada vez mais, os recursos que deveriam se destinar à melhoria de vida do povo, à remuneração condigna dos trabalhadores à saúde e à segurança , conforme reza nossa constituição.

Ganha-se no legislativo e no Judiciário salários altíssimos que acrescidos de bônus, de ajudas de custo, de verbas nominadas e não nominadas, constituem um desrespeito ao minguado salário do trabalhador e especialmente do aposentado, aquele cujo labor profícuo durante décadas contribuiu para a grandeza da pátria, e vê no final da vida seus parcos ganhos diminuírem ano a ano.

Argumenta-se em sua defesa que votam excelentes projetos, que a eles competem votar o orçamento e a declaração de estado de beligerância...e etc e tal.. mas o que vemos é uma situação caótica onde ninguém se entende e onde governistas e oposição se digladiam Por cargos e vantagens, forçando o executivo a legislar por meio de medidas provisórias.

E sempre prejudiciais aos interesses do povo.

Nesse contexto, até o Banco Central legisla, ou você não é explorado no banco onde tem conta? Lembro-me de que nas décadas passadas os bancos disputavam os depósitos dos clientes, e semestralmente nos pagavam juros sobre o saldo médio de nossos depósitos.

Não havia taxa de manutenção nem cobravam sobre a emissão de talões de cheques.

Afinal eles trabalhavam com nosso dinheiro emprestando-o a juros altos, como fazem até hoje, e a única diferença é que parece que nos fazem um favor usando nosso dinheiro e nos cobrando por isso.

Mas, voltando ao nosso Legislativo, excessivamente subserviente ao executivo, vota, vota sim, mas projetos de lei, que freqüentemente nos envergonham e desapontam.

Nossas leis são tíbias e parecem feitas para a proteção de marginais em detrimento do cidadão honesto.

As punições que deveriam ser exemplares são leves, e diminuídas por uma série de benefícios, gerando uma sensação de impunidade, pois bandidos, que hoje se tornaram reeducandos, mesmo tendo praticado crimes hediondos, tem mais regalias e proteção do que os homens de bem que lutam para sustentar sua família a duras penas.

Mas se há divergência políticas e pessoais no legislativo, elas desaparecem quando se trata de aumentar o próprio salário.
O dos outros que se danem, principalmente o dos aposentados, cujo argumento principal é de que quebraria a previdência social. Ora, se levarmos em conta que salários mais altos gerarão mais consumo, e mais consumo gerará mais produção, e que conjugados gerarão mais empreendimentos e conseqüentemente mais empregos, com maior arrecadação de impostos e contribuições a previdência, então se torna patente o desinteresse na melhoria de vida do trabalhador.

Ora,´o trabalhador bem remunerado tem mais condições de se educar e de educar seus filhos tornando-se eleitores conscientes. Parece residir nessa tese o terror de nossos representantes.

E é disso que precisamos para dar através do voto, um basta a essa situação calamitosa de desgoverno porque passa nosso País.

Bem, mas e o Senado, será que faria falta?

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