Desde pequenino, sempre tive uma queda especial pela Mãe de Jesus. Ensinaram-me que Ela também era nossa mãe, pois que tinha nos adotado aos pés da cruz. E assim a tardezinha ao findar do dia, quando os sinos das igrejas badalavam a hora do ângelus, parecia que um clima especial nos envolvia, e nos tornava cabisbaixos, ternos e meditativos. Então a gente dobrava os joelhos e cheios de unção, orávamos a Ave-Maria. Era um momento mágico, cuja lembrança sempre nos acompanhou pela vida afora, fazendo de nosso coração um pequeno santuário daquela a quem nos acostumamos recorrer, sobretudo nos momentos mais críticos de nossa jornada terrena. E a Ela, nossa Mãe Celestial dedico este simples poema, que intitulo:
PRECE À MARIA
A tarde que chega, suave, tristonha,
Mergulha noss'alma em doce langor.
Badalam os sinos um canto plangente,
Qual doce convite de orar ao Senhor.
Nest'hora serena, despido de pompas,
Suado, cansado das lides do dia,
Vergando os joelhos me entrego contente,
Rogando-te graças, Oh Virgem Maria.
Oh Mãe de bondade, Senhora clemente,
Que nos acolhestes por filhos amados,
Ouvi os lamentos dos que certamente,
A prantos e dores estão relegados.
Maria, Oh Senhora, sublime, ditosa,
Pois fostes na vida um anjo de Luz,
Dos céus e da terra, oh Mãe Generosa,
Conduze-nos todos aos pés de Jesus.
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