Saudade?
De que? Perguntarão alguns.
E eu respondo que estou saudoso da época em o Brasil era um país sério, onde havia lei, onde imperavam a moral e os bons costumes.
Sinto-me deprimido em constatar a degradação em que caímos.
Sinto-me triste em perceber que nossos governantes e nossos representantes nos três poderes que constituem os pilares da república, fazem o jogo dos organismos internacionais que pretendem ver um Brasil caótico, sem lei, sem ordem, sem progresso e sem soberania.
Tomam decisões que comprometem nossa vida, nossa família, nossos seculares usos e costumes, sem ao menos nos consultar.
Impinge-nos hábitos estranhos numa clara demonstração de desrespeito á nossa formação cristã, escudada nos valores éticos e na sagrada instituição da família.
Massificaram a educação privilegiando a quantidade ao invés da qualidade.
Subtraíram recursos de uma saúde monopolista e precária onde o usuário, homem do povo, morre a míngua enquanto os serventuários tem atendimento privilegiado.
Concedem-se benésses à minorias inexpressivas, em detrimento da maioria, solapando-se as bases de apoio do ideal democrático, onde deve imperar a vontade da maioria.
A incúria e a incompetência nos expõe a cobiça e a manobras de forças internacionais sequiosas de nossas imensas riquezas naturais, impossíveis de serem defendidas tal o grau de abandono a que foram relegadas nossas forças armadas.
Sinto-me envergonhado em ver que num país tão rico ainda haja miséria pela má distribuição da renda, pela malversação do dinheiro público e pela ganância das classes privilegiadas cujos salários constituem uma afronta ao assalariado comum e, ao descaso com que são tratados os nossos aposentados.
Sinto-me injustiçado em ver que os interesses nacionais são relegados a plano secundário em benefício de países estrangeiros a receberem de mão beijada, recursos que deveriam estarem sendo aplicados na melhoria de vida de nosso povo, carente de educação saúde e segurança, como previsto em nossa Constituição Federal.
Sinto-me traído por ter confiado e dado meu voto de apoio , aos políticos que ai estão, mas que em absoluto não nos representam nas câmaras e congressos em todas as esferas, inclusive no judiciário e principalmente no executivo.
Enfim, sinto-me esperançoso de que as forças democráticas e patrióticas deste país, centradas nas forças armadas e nos cidadãos de bem, tomem aos ombros o encargo de moralizar nossa vilipendiada nação, antes que a bancarrota geral se torne inevitável.
Fadlo Dualibi Neto
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