quinta-feira, 12 de maio de 2011

COMEÇA A ME BATER UMA SAUDADE


Saudade? 
De que?  Perguntarão alguns. 
E eu respondo que estou saudoso da época em o Brasil era um país sério, onde havia lei, onde imperavam a moral e os bons costumes. 
Sinto-me deprimido em constatar a degradação em que caímos. 
Sinto-me triste em perceber que nossos governantes e nossos representantes nos três  poderes que constituem os pilares da república, fazem o jogo dos organismos internacionais que pretendem ver um Brasil caótico, sem lei, sem ordem, sem progresso e sem soberania. 
Tomam decisões que comprometem nossa vida, nossa família, nossos seculares usos e costumes, sem ao menos nos consultar. 
Impinge-nos hábitos estranhos numa clara demonstração  de desrespeito á nossa formação cristã, escudada nos valores éticos e na sagrada instituição da família.  
Massificaram a educação privilegiando a quantidade ao invés da qualidade. 
Subtraíram recursos  de uma saúde monopolista e precária onde o usuário, homem do povo, morre a míngua enquanto os serventuários tem atendimento privilegiado. 
Concedem-se benésses à minorias inexpressivas, em detrimento da maioria, solapando-se as bases de apoio do ideal democrático, onde deve imperar a vontade da maioria. 
A incúria e a incompetência nos expõe a cobiça e a manobras de forças internacionais sequiosas de nossas imensas riquezas naturais, impossíveis de serem defendidas tal o grau de abandono a que foram relegadas nossas forças armadas.  
Sinto-me envergonhado em ver que num país tão rico ainda haja miséria pela má distribuição da renda, pela malversação do dinheiro público e pela ganância das classes privilegiadas cujos salários constituem uma afronta ao assalariado comum e,  ao descaso com que são tratados os nossos aposentados.  
Sinto-me injustiçado em ver que os interesses nacionais são relegados a plano secundário em benefício de países estrangeiros a receberem de mão beijada, recursos que deveriam estarem sendo aplicados na melhoria de vida de nosso povo, carente de educação saúde e segurança, como previsto em nossa Constituição Federal.  
Sinto-me  traído por ter confiado e dado meu voto de apoio , aos políticos   que ai estão, mas que em absoluto não nos representam nas câmaras e congressos em todas as esferas, inclusive no judiciário e principalmente no executivo.
 Enfim, sinto-me esperançoso de que as forças democráticas e patrióticas deste país, centradas nas forças armadas e nos cidadãos de bem, tomem  aos ombros o encargo de moralizar nossa vilipendiada  nação, antes que a bancarrota geral se torne inevitável.

Fadlo Dualibi Neto

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