No dia 21 de dezembro de 2009, o Presidente da República, Senhor Luis Inácio Lula da Silva, baixa o decreto nº 7.037, determinando a adoção de medidas de inclusão social e proteção às minorias, em nome da política de direitos humanos, em consonância as orientações da ONU e da OEA. Dirse-ia um novo marco , algo que significaria um avanço inconteste no campo das relações interpessoais, cujo escopo visaria tornar o Brasil um país mais justo, acabando de vez com segregações e preconceitos de todo e qualquer jaez.
Imaginando que um novo e promissor horizonte se descortinaria aos meus olhos, busquei conhecê-lo e então, sinceramente, fiquei chocado ante o despudor desse decreto. É simplesmente a falência completa da moral e dos bons costumes. É o absurdo descumprimento de nossa constituição, que em suas leis prega a convivência harmoniosa, a proteção aos menos favorecidos, o salário justo, o acesso a justiça dos que não puderem pagar, e a exaltação da família como a célula mater da sociedade.
Raia ao absurdo todo esse amontoado de leis de proteção a infância e adolescência, se em seu período de formação forem expostos a nociva propaganda homossexual, como se pretende através desse decreto. Como proteger a família se ao mesmo tempo promovermos uniões homo afetivas, embasadas unicamente na lascívia, nunca no amor sadio e cristão? Casais se formam pela diferença entre os componentes. Homem e mulher constituem um casal, honesto trabalhador, profícuo e gerador de filhos que engrandecerão a pátria.
Dois homens ou duas mulheres que se juntam, nunca constituirão um casal e nunca deveriam fazer juz a benesses do estado. É elementar, é intuitivo e qualquer pessoa pode dizer que um parafuso e uma porca, se casam formando uma unidade que dá segurança em qualquer estrutura.
No entanto não podemos construir com segurança uma cadeira utilizando apenas porcas ou somente parafusos. Assim é a sociedade familiar, cuja heteroxidade permite a continuação da sociedade perpetuando a nação.
Dignidade, proteção e valorização da pessoa humana soam como jargões estapafúrdios no contexto da situação atual, de corrupção e depravação instaladas no seio dos poderes que constituem nosso governo.
Querem mudar nossas leis, nossos seculares hábitos e costumes a revelia e sem o beneplácito do povo que os elegeu.
Triste panorama se descortina neste país, onde leis se fazem para punir o cidadão honesto e trabalhador, beneficiando apenas os infratores e criminosos em nome dos tais direitos humanos.
Vícios, indecências e desvios de conduta passam a ser impostos por decretos, tornando-se paradigmas de bom senso e moralidade, e ai de quem discordar.
Fala-se em expandir e consolidar programas básicos de saúde, fazendo-se de conta que existem e funcionam satisfatoriamente, quando todos sabem sobejamente de sua ineficiência e precariedade. Fala-se em inclusão social quando este governo nega um salário justo aos trabalhadores e aposentados, ao tempo em que esbanja fortunas em obras e ações desnecessárias, além dos gastos exorbitantes de todos os poderes, em salários altíssimos acrescidos de inúmeros benefícios, principalmente no legislativo e judiciário. E se alguém acha que educação sexual para menores e adolescentes é distribuir camisinhas nas escolas ou dar instruções de como se drogar, então não poderemos culpar os traficantes nem os pedófilos, nem os estupradores, por colocarem em prática o que foi ensinado quando crianças como politicamente correto.
Ensina a criança os valores do trabalho, do amor e da justiça e ela se tornará um cidadão de bem, cumpridor de seus deveres.E nesse contexto a correção física adequada freqüentemente se faz necessária para coibir rebeldias e maus procedimentos, sabido é que o infante cuja educação foi descurada tende a tornar-se elemento perturbador da ordem social e então deverá ser punido pela justiça, pela mesma justiça que desvirtuou sua educação.
Quanto à descriminalização do aborto soa de forma trágica, pela impossibilidade da vítima se defender, e se o direito de matar for legalizado então o mesmo direito não deveria, por similaridade, ser estendido a todos os criminosos?
E antes de se criarem redes de proteção a Gays, lésbicas, transexuais e coisas parecidas, se deveriam primeiramente criar redes de proteção ás crianças carentes e abandonadas nas vias públicas, aos deserdados que dormem sob as pontes, sob os viadutos e mesmo ao relento, ao trabalhador pobre cuja renda mal lhe permite sustentar a prole, quase sempre esquálida, doente, faminta e privada do mínimo necessário à dignidade humana.
E se em nome do estado laico, querem remover os crucifixos e símbolos religiosos das repartições públicas, é porque os fazem lembrar-se das virtudes evangélicas e dos ensinamentos do Cristo, vilipendiados pelas leis iníquas imputadas a população indefesa de nossa pátria, e isto seguramente os constrange, encabula e lhes dá a real dimensão de sua malévola perniciosidade.
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